Esta gargantilha de veludo não é o colarzinho fino que some no decote. É uma banda larga que toma o pescoço inteiro, com três ilhoses dourados de cada lado e correntes cruzadas no vão do meio, como um espartilho montado logo abaixo do queixo. O cordão fecha atrás e você escolhe o quanto ele aperta. Quem olha entende na hora que aquilo não é bijuteria, é marcação.
| Ficha técnica | Especificação |
|---|---|
| Material | Veludo sintético de caimento firme |
| Largura | Banda larga, cobre a maior parte do pescoço |
| Ferragem | Três ilhoses dourados de cada lado |
| Correntes | Três fios cruzados no vão central, dourados |
| Fecho | Cordão passado por trás e amarrado |
| Ajuste | Pelo cordão, sem número de tamanho |
| Cores | Preta, bege, branca, rosa, roxa, verde e vermelha |
| Limpeza | Pano levemente úmido, nunca de molho |
Larga é a palavra que importa aqui. A banda sobe quase até o maxilar e muda a postura de quem veste, porque você passa a levantar o queixo sem perceber. Na frente do espelho a sensação é a de estar usando uma coleira que resolveu se vestir bem.

O cordão manda
Atrás não tem fecho de metal, não tem imã, não tem nada que se abra sozinho por acidente. Tem um cordão que passa pelos furos e amarra, e é você, ou quem amarra em você, que decide o aperto. Frouxo, a gargantilha desliza e lembra que está ali a cada movimento da cabeça. Firme, ela encosta na pele o tempo todo e desaparece do campo de visão para virar só pressão constante.
Como o fechamento é de cordão, a peça serve em pescoços bem diferentes. Não existe número de tamanho para errar: você amarra onde quer, dá o nó e esconde as pontas por baixo do cabelo.

Veludo por fora, metal no meio
A banda é de veludo sintético com corpo, do tipo que fica em pé sozinho em vez de murchar no pescoço. Os ilhoses são de metal dourado, três de cada lado, e por eles passam três fios de corrente que se cruzam no vão central. É esse vão que faz o desenho inteiro funcionar: uma faixa de pele exposta no meio do veludo, atravessada por corrente.
As correntes ficam soltas o bastante para balançar quando você vira a cabeça. É um detalhe pequeno e é exatamente o que puxa o olhar de quem está na sua frente, logo depois de perceber que o pescoço está coberto.

Sete cores, sete intenções
Preta é a óbvia e a que combina com tudo que já está no armário. Vermelha é a que grita antes de você abrir a boca. Branca e bege parecem quase inocentes de longe, até a pessoa chegar perto e ver a corrente cruzada. Rosa, roxa e verde entram como acessório de festa primeiro e revelam o resto depois. Todas saem com a mesma ferragem dourada.
Veludo não gosta de água, então limpe com um pano levemente úmido e nunca deixe de molho, e guarde a peça deitada para o cordão não marcar a banda. Perfume e óleo mancham o tecido, por isso vista a gargantilha por último, com a pele já seca. E deixe o aperto para a cena acordada: nó firme no pescoço não combina com dormir. Fora isso, amarre, encare o espelho e veja quanto tempo a outra pessoa aguenta sem enfiar o dedo na corrente.






























































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